Sobre o funcionamento do FC do Drillit

Oi Pessoal.

Primeiramente devo prepará-los pois não há resposta curta para as críticas e sugestões, então vamos começar pela questão mais simples de responder: Sim, quem compartilhar agora, pode contribuir depois e ganhará os pontos para garantir seus brindes.

Para começar vamos lembrar do óbvio: Todo mundo gosta de ganhar coisas de graça, né? Ou no caso, ter vantagens. Nós também adoramos.

Devo ressaltar que a maioria das pessoas tem nos elogiado, mandado mensagens, comentários e emails dizendo que gostaram da nossa abordagem, porém, existe uma parcela de pessoas que aparentemente odiou.

Vou tentar transportar vocês por nossa linha de raciocínio e para isso citarei exemplos de financiamentos coletivos passados e presentes. Quero deixar claro que de forma alguma estou criticando esses financiamentos coletivos, todos foram bem sucedidos em suas abordagens. Eles só não funcionariam bem para o Drillit.

Quando tomamos a decisão de fazer o financiamento coletivo desta forma, consultamos aproximadamente 50 pessoas do nosso nicho em particular antes, muitos deles formadores de opinião da área e outros, não menos importantes, jogadores e entusiastas do nosso hobby. Desde o início nós sabíamos que encontraríamos alguma resistência a mudanças. É assim que funciona em todas as áreas: Novidades e mudanças assustam. Mas acreditem, elas tem uma razão de ser.

 

1 – Vamos analisar a crítica que mais recebemos. Esta parece ser a crítica principal das pessoas que não gostaram da mudança: “Os brindes deveriam ser dados como metas estendidas em vez de serem brindes por participação no facebook. Os jogos das metas estendidas deveriam ser dados ou vendidos a preço de custo.”

 

Quando assinamos contrato com os autores do Drillit, Lucas Pereira e Pedro Nastari, uma das exigências era que não poderíamos mudar o jogo pois ele estava pronto em suas mecânicas, balanceamento e arte. Eles foram razoáveis o suficiente para permitir que fosse feito por financiamento coletivo, porém não estavam em condições de ficar fazendo retalhos para aumentar o jogo que fizeram com tanto amor e carinho. Nossa opção era fazer o financiamento do jogo por completo, sem cortar ou adicionar partes e para sermos sinceros, também preferimos assim.

Quando olhamos outros financiamentos anteriores, nos deparamos com jogos onde foram sendo adicionadas tantas novas cartas, personagens e mecânicas que o jogo ficou irreconhecível na hora da entrega ou com jogos que estavam prontos mas foram recortados para caberem em uma meta inicial menor e cujas partes cortadas foram sendo “devolvidas” ao jogo como metas estendidas. De longe a segunda opção é a melhor, ela funciona muito bem, tem uma legião de fãs e é o modelo mais utilizado em financiamentos. Talvez se tivéssemos um outro jogo com características diferentes do Drillit esta seria a nossa abordagem, mas esta abordagem tem um grande problema aos nossos olhos:

A percepção de que você está ganhando algo com as metas estendidas é falsa.

Vamos analisar o padrão de financiamentos coletivos atual e como exemplo vamos imaginar um dos inúmeros jogos cheio de miniaturas e extras que vem em forma de metas estendidas. A maior crítica neste tipo de financiamento coletivo é o preço da caixa básica do jogo. Mas como editor eu sei com certeza de alguns detalhes: Diferente do que muitas pessoas pensam, o jogo geralmente não está caro. Considere qualquer jogo da Galápagos Jogos que tenha várias miniaturas e você verá que jogos desse tipo realmente custam caro.

O problema deste tipo de financiamento é que desde o início o jogo é planejado para bater as metas e ter estas miniaturas e extras, ou seja, o jogo já começa a ser vendido pelo valor integral desde o primeiro dia do financiamento. Suponha que o jogo financie com 101% da meta e não alcance nenhuma meta estendida. A editora então fica com um jogo que vale R$ 200,00 mas que foi vendido no financiamento coletivo por R$ 300,00 (ai sim, um jogo caro). Agora ela tem que colocar nas lojas por R$ 350,00 um jogo de R$ 200,00, afinal, ela não pode colocar por menos do que foi vendido no financiamento coletivo, concordam? O jogo ficaria simplesmente encalhado pela eternidade.
Ainda sobre a percepção de estar ganhando coisas: Neste tipo de financiamento coletivo, as miniaturas e extras já estão embutidas no preço do produto desde o início e por isso nenhuma das metas estendidas está realmente “dando” algo . Novamente, nada de errado com esta abordagem, Cool Mini Or Not praticamente faz isso em todo financiamento. Em vez de pedirem como meta inicial R$ 120.000,00 para fazer uma tiragem de um jogo de R$ 350,00, quebram o jogo em metas estendidas e diminuem a meta inicial,  mas desde o início vendem o jogo com o preço de produto completo.

É claro que a Cool Mini Or Not é uma potência dos financiamentos coletivos e sabe muito bem até onde pode chegar, tendo certeza de que no fim do financiamento o jogo dela realmente valerá R$ 350,00. Nós da Papaya não temos esta segurança.

Seguindo por esta lógica, para “darmos” os outros jogos das metas estendidas precisaríamos fazer o preço do Drillit ser maior desde o inicio. Como poderemos fazer pra vender o drillit por R$ 350,00 a fim de podermos dar os outros jogos das metas estendidas? E na hora que o Drillit for para as lojas? Ao desvincularmos as metas estendidas do jogo inicial logo fica óbvio que as metas estendidas costumam estar embutidas no preço do mesmo. Não temos como embutir o custo de outros jogos no Drillit.

 

Resumo da história: Nós temos uma visão diferente sobre os financiamentos coletivos. Chega de sermos historiadores, que tal sermos visionários? (EDIT: Que tal explicarmos mais sobre o nosso modelo em vez de falar do modelo comum de mercado?)

O Drillit vai custar o valor real nas lojas e está sendo vendido no financiamento com desconto em cima do valor real. NAda de embutir custo de metas adicionais no preço do jogo básico. As metas estendidas se tornam um desafio muito maior pois não estão embutidas no preço do produto inicial. Precisamos vender muito mais cópias do que a média dos financiamentos comuns para alcançar nossas metas adicionais.

 

2 – A segunda crítica que mais recebemos é: “Não quero compartilhar posts para ganhar brindes. Eles deveriam ser dados ou então vendidos.

 

Acreditamos muito que além de brindes limitados e preço reduzido, uma das vantagens dos apoiadores é serem responsáveis pelo sucesso dos projetos. Nenhum projeto sai do papel sem os apoiadores. Nós da Papaya costumamos dizer que um dos nossos lemas é: “Um mamão lava a outra”, ou seja, acreditamos em amizades, parcerias, ajuda mútua. E a campanha de compartilhamento é exatamente isso: Uma forma de incentivarmos as pessoas a compartilharem, gerando assim mais exposição para o projeto e aumentando as chances de sucesso para o Drillit, Akigam e os outros jogos.

Todas as pessoas consultadas durante a fase de planejamento acharam a idéia genial e por isso nossa estratégia foi escolhida e decidimos seguir este caminho, acreditem, não seremos abusivos, também temos nossa rede de amigos e sabemos como é compartilhar posts no Facebook.

Veja por esta ótica: Em vez de você pagar pelos brindes previamente embutidos no preço do produto e esperar que as metas sejam batidas, você tem a chance de ganhar todos os brindes possíveis da campanha. Basta compartilhar nossos posts. Estes brindes realmente estão sendo pagos pela Papaya e entregues em troca de ajuda na divulgação.

 

3 – A terceira crítica que recebemos (de poucos) é: “A meta inicial está muito alta.

 

Quando lançamos o Butim, pedimos como meta inicial 25% do valor necessário para fazermos nossa tiragem. Vejo o mesmo acontecendo em outros financiamentos, inclusive do lindo jogo que é o Zona Mágica. Estes financiamentos estão errados? De modo algum.

São as tentativas de empresas desconhecidas de viabilizar seus primeiros projetos, que vem geralmente acompanhada de um sólido investimento de capital dos sócios. Nós não temos mais este luxo.

Nós da Papaya temos outros empregos para pagar nossas contas do cotidiano e dois dos três sócios tem família para sustentar. A Papaya nunca nos deu um centavo (ainda) e pelo contrário, nos exige muito trabalho, suor e dedicação. Lembra-se dos 175 baús feitos de forma artesanal pelos meus familiares e por nós?

Precisamos dos financiamentos coletivos para lançar nossos jogos e realmente acreditamos que em um ou dois anos estaremos lançando jogos novos com as próprias pernas mas precisamos ser muito realistas quando planejamos e executamos um financiamento coletivo. A meta inicial é sólida e contempla todo o dinheiro necessário para a produção do jogo. Lembre-se que a Papaya já investiu e ainda vai investir um dinheiro considerável no Drillit, além do dinheiro que virá do FC.

Apesar disso tudo, temos orgulho de dizer que nossos financiamentos, longe de serem pedidos de ajuda e caridade, entregam produtos de qualidade e que valem cada centavo. Aqueles que compraram um dos baús do Butim no financiamento podem dizer com propriedade. Não somos grandes, mas fazemos tudo com muito amor e cuidado.

 

4 – A quarta crítica que ouvimos de 1 (uma) pessoa é: “E quem não tem facebook, fica sem os brindes?

 

Todos os nossos brindes serão feitos cortados a laser em chapas de acrílico e por motivos de aproveitamento destas chapas teremos excedentes de produção. Não sabemos ainda se serão 2, 15 ou 50 kits de peças. É por isso que estamos dizendo que os brindes são limitados em vez de exclusivos. Obviamente esses kits serão vendidos posteriormente.

Quem não tem facebook ou realmente não quer compartilhar terá a chance de comprar um desses kits em nossa loja online após o lançamento oficial do Drillit, porém, gostaria de reforçar que estes kits serão realmente o excedente de produção, devem ser em um número muito baixo e podem se esgotar tão rapidamente quanto se esgotaram as cópias com desconto do Drillit. Realmente aconselhamos a quem tem condições de ganhar estes brindes a não deixar para tentar a sorte depois, afinal, aqueles goblins são magnificos, não são?

 

Finalizando:

 

A proposta do financiamento coletivo é viabilizar novos projetos. Se fosse possível, acredite, lançaríamos o Drillit (e os outros jogos) sem fazer um financiamento coletivo.

A idéia não é aumentar a visibilidade do Drillit através de outros jogos, mas sim, aproveitar a potência dos motores do Drillit para impulsionar outros jogos menores que merecem muito ser editados mas que não sobreviveriam sozinhos em um financiamento.

Esperamos que vocês vejam as vantagens de apoiar o projeto, que consigam se lembrar que financiamentos coletivos não são “pré-venda” com nome chique. Trata-se também de apoio para viabilizar o lançamento de um jogo que de outra forma nunca seria lançado.

Entrem nesta luta conosco e vamos transformar Drillit, Akigam e outros jogos em realidade!

 

Papaya Editora

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5 comentários em “Sobre o funcionamento do FC do Drillit

  1. Amauri Silva Lima Filho
    13 de abril de 2016 at 12:01

    Vocês já tinham minha atenção e respeito por conta de tudo que aconteceu no FC do Butim.
    Agora, vocês da Papaya tem MUITO MAIS do meu respeito e uma boa dose de admiração 🙂
    Usar as pessoas para divulgar o produto realmente foi idéia de gênio! E a meta realista vai afastar algumas pessoas, mas quem esta acompanhando o mercado vai entender e apoiar se puder.
    Abraços, Amauri

  2. Leonardo Ferreira
    13 de abril de 2016 at 12:25

    O maior problema é que o financiamento coletivo da forma que vocês imaginaram fica extremamente confuso. Tu não sabe direito o que tu tá financiando, isso afasta muito os interessados.

    • papayaeditora
      13 de abril de 2016 at 17:31

      Leonardo, acreditamos que está claro que os apoiadores estão financiando o Drillit e no caso de metas batidas também outros jogos.

      Tem alguma sugestão sobre como poderíamos deixar estas coisas mais claras?

  3. Diego Vicente
    13 de abril de 2016 at 17:44

    Na minha opinião o financiamento está muito claro. Aliás, a ideia de incentivar a divulgação pelo facebook, realmente é demais. E tu fica chuleando as postagens para angariar mais pontos. Espero conseguir atingir os 25000 pontos e conseguir todos os brindes até os meeples do goblins.

  4. Lucas Costa
    24 de junho de 2016 at 15:03

    Entendo perfeitamente a posição da editora, e já apoiei tanto o jogo quanto as divulgações no facebook, por acreditar que o jogo merece. Parabéns pela iniciativa e agora é só aguardar a chegada do Drillit + os brindes!! (a proposito, fiquei bastante animado em perceber que consegui brindes sem ter que pagar nada por eles, ou depender de outros apoiadores).

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